Existe uma diferença silenciosa entre sobreviver a um evento difícil e conseguir, de fato, voltar a viver. Para quem convive com o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), o corpo e a mente parecem ter ficado congelados no momento do impacto.

Mesmo que os anos passem, um som, um cheiro ou uma palavra podem ser suficientes para acionar um gatilho e trazer à tona toda a dor do passado. Se você se identifica com isso, saiba que não precisa carregar esse peso sem apoio.

Quando vivenciamos algo excessivamente doloroso ou ameaçador, nossa capacidade habitual de assimilar experiências é sobrecarregada. Em vez de ser arquivada na memória de longo prazo como uma história que ficou para trás, a vivência traumática permanece "viva", sem a devida elaboração.

Com isso, surgem sintomas como:

Ansiedade intensa sem causa aparente no presente;

Sensação constante de desconexão em relação aos próprios afetos;

Hiperalerta contínuo, como se algo ruim estivesse prestes a acontecer;

Sensação de isolamento ou incompreensão por parte das pessoas ao redor.

O papel da psicoterapia: Sem a intenção de apagar o passado, a terapia oferece um ambiente seguro para elaborar a experiência, ressignificar a memória traumática, reduzir a angústia dos gatilhos e devolver o sentimento de segurança para o paciente retomar sua história.

Dê o primeiro passo rumo ao seu reencontro: O trauma pode ter interrompido capítulos importantes da sua história, mas ele não precisa ditar o fim do livro. Com o acompanhamento adequado, é possível restabelecer o sentimento de segurança, reatar o laço com os seus desejos e voltar a habitá-lo com tranquilidade.